Um fim de tarde na Dolce Vitrine

Foto: Milenna Gomes/Não Sei Cozinhar

A Dolce Vitrine é uma casa de boneca tamanho XL, com muita fofura espalhada, comidinhas deliciosas e até chá da tarde. Um lugarzinho de perfil completamente oposto ao da concretada, mas não menos querida, Boa Viagem (tô sozinha em achar que BV só combina com sorveteria e loja de açaí?). Por isso foi Casa Forte – e seu ar “sou quente, mas pareço Europa” – que recebeu a doceria, um cantinho todo trabalhado em móveis brancos, fitas e flores. Um amor, gente. Perfeito para se reunir com as amigas num final de tarde, engordar e jogar conversa fora. Tive o prazer de ir conhecer no dia do buffet livre {adoro não ter limites para comer #milennaOlhoGrande #milennaÔcoNoBucho} que acontece toda quinta-feira, a partir das 16h, e experimentar várias opções do cardápio da casa, dos salgados aos já conhecidos doces finos de Mariana Parini, a proprietária. Por um valor fixo (R$35) você se serve à vontade, numa proposta parecida com a do café colonial, mas com qualidade galopes à frente daquele entope veia/quero ter úlcera de Gramado. Além dos comes, os bebes – chá, chá gelado e águas aromatizadas – estão inclusos no valor. Tudo muito bem feito e delicioso. Aplausos de pé para o brigadeiro de Cartola, um dos doces mais gostosos que já provei. E olha que eu nem gosto de banana! Às noivas de plantão, a Dolce é realmente uma vitrine de doces e pode ajudar muito quem está em busca de quitutes para o grande dia, já que Mariana {que ganhou fama por ser quituteira-casamenteira} coloca todas as opções do portfólio dela à venda por unidade. É sentar e escolher.

Deixo vocês com as fotos para ver se bate a vontade.
Foto: Milenna Gomes/Não Sei CozinharFoto: Milenna Gomes/Não Sei Cozinhar IMG_0054bolochocolate tacasIMG_0050 IMG_0046jarrahortela IMG_0078

Serviço

Dolce Vitrine
Rua Dona Ada Viera 61, Casa Forte, Recife. (Na mesma rua do La Vague).
Tel.: (081) 3031-1112
http://www.dolcevitrine.com.br/

Por uma mesa mais charmosa

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ESTAMPAS Tecidos do Centrão muy lindos para toalhas de mesa alegres

Comer na mesa aqui de casa tava de fazer vergonha. Desde que a compramos – encomendamos num marceneiro, na verdade – um resto de manta era usado como toalha e uma, pelamor de Jesus Christ, sacola de loja de biju era o improviso de jogo americano. Tudo para que a madeira envernizada não ganhasse marquinhas de copo e etc. Como não adiantou e eu já tava agoniada com aquela arrumação bizonha, tomei vergonha na cara e fui em busca de toalhas de mesa belas para alegrar minha sala/cozinha (é tudo junto e misturado).  Então lancei mão da maravilhosa Rua Direita, no Centrão, via por onde mamis e eu já batemos muita perna nos tempos de comprar tecido para apresentações nas feiras culturais e abertura dos jogos internos do colégio. Tem muita coisa mais ou menos, mas procurando direitinho (direitinho: RÁ! olha o trocadilho) dá para achar umas estampas lindjas. Por essas três da foto foi amor à primeira vista. As azuis encontrei em duas Jurandir Pires por R$15,50 o metro. A de frutas na unidade que fica bem de esquina com Av. Nossa Senhora do Carmo e a de flores na da Rua do Livramento, mas que a porta dos fundos dá pra Rua Direita. Seguindo reto toda vida você encontra a Dispuma (n°345), onde me encantei por esse tecido de formas coloridão. Ele é impermeável e custou R$20,15 o metro.

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NÃO SEI COSTURAR Abanhado todo profissional feito com cola

Fiz o abanhado com cola de artesanato (que também vende pelo centrão) e avaliei que ficou profissa. Já botei pra lavar e nada do danado se desfazer. Ainda fui em busca de um jogo americano decente e na procura achei vááááários lindões em uma lojinha com altas coisas legais para cozinha. Fiquei com tanta dúvida sobre qual padrão levar que acabei pegando um de cada e fazendo uma combinação descolex-exclusiva. O da fita (num é amor demais? ♥) e o da moça leguminosa que mais parece uma pintura foram R$6,10 cada. O das xícaras e o mapa de Tóquio foram R$4,95 a unidade. O nome do lugar é Comercial São Félix (n°224) e fica na Rua das Calçadas, a mesma do Atacado dos Presentes (tendo ele como referência, é só seguir sentido Mercado São José olhando pra esquerda).

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JOGO AMERICANO Temas diferentes pra ficar descolado

Pronto! Mesa mais charmosa e Milenna mais feliz. ;D

Risoto saborosíssimo de camarão

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Antes de eu ensinar essa receita que faria inveja até ao próprio Alex Atala, vou falar de uma menina Nayhara Ricelly que sabe cozinhar menos do que eu. Ela Nayhara Ricelly, um dia desses, foi perguntar à mãe qual era o segredo para deixar o camarão laranja. “Tu bota cominho, é?”. HAHAHAH #aloka Quando essa moça (cujo nome vou preservar Nayhara Ricelly) me disse isso, eu avaliei que o prato dessa postagem pode ser um tanto complexo pra quem não tem muito conhecimento de TUDO NESSA VIDA (cozinha, biologia, etc), tipo ela. Uma Não Sei Cozinhar – Nível 1. Como eu já sou de um nível avançado (um 4, eu acho), desenrolei na hora de preparar a parte mais difícil dessa aventura: o caldo delícia com as cascas e cabeças do camarão que deu toda suculência a esse risoto. Ficou belo, ficou bom. Me achei poderosa porque arrasei na receita e minhas esperanças (a do boy também) se renovaram num futuro sem comida queimada ou com ausência de gosto. Como é bom cozinhar quando existe a chance de comer o que foi preparado e ficar feliz!

OBS.: A quem interessar possa, o camarão fica laranja depois de cozinhar, tá? Naturalmente (sim, o bicho não é feito em laboratório) esse crustáceo é cinza/transparente. Aquele que já vem ensacado no supermercado é pré-cozido. ;)

INGREDIENTES (para servir bem duas pessoas)

- um cebola média bem picadinha
- dois dentes de alho grandes bem picadinhos
- uma xícara e meia de arroz para risoto (usei um carnaroli da Tio João comprado no Extra)
- meia xícara de vinho branco (não tinha, aí foi uma Pitú que sabe lá Deus pq estava no armário)
- caldo de camarão (ensino a fazer lá embaixo)
- meio quilo de camarão com casca
- 100g de queijo mussarela ralado
- duas colheres de sopa generosas de manteiga
- sal e pimenta do reino à gosto
- azeite
- água

Para o caldo:

Descasque (e guarde as cascas) seu meio quilo de camarão sem furar os dedos. Milagrosamente eu consegui! Coloque um dente de alho picado numa frigideira com um fio de azeite até dourar, aí jogue o camarão descascado para selar (ou seja, dourar do lado de fora). Não é pra fritar, tá? Só ficar alaranjado e pegar um tiquinho do sabor do alho. Acrescente umas três xícaras de água + sal + pimenta e deixe cozinhando em fogo baixo por uns 15min. Retire o camarão (reserve) e junte ao caldo que sobrou na panela as cabeças e cascas. Tampe e deixe cozinhar em fogo baixo por uns 25min. Dá uma mexidinha de vez em quando e se você notar que o caldo tá evaporando demais, acrescenta mais uma xícara de água. Coe o caldo e coloque ele de ladinho para usar mais na frente.

Para o arroz:

Numa panela funda {e, de preferência, de fundo grosso} esquente um fio de azeite. Doure o alho e a cebola. Depois jogue o arroz e misture tudo para dar uma refogada. Acrescente a cana/vinho, sempre mexendo, e depois o caldo de camarão. O caldo tem cobrir o arroz. Complete com água à medida que for evaporando. Vai fazendo isso até você notar que o arroz ta cozido (vai provado os grãozinhos. ta bom quando tá macio). Deixa cozinhar, mas vai sempre mexendo pra não grudar. Mexer é o sucesso do negócio porque ajuda o amido do arroz a se espalhar e deixar tudo cremoso. Tempere com sal e pimenta à gosto. Quanto ele já tiver cozido, cremoso e lindo, joga o queijo (mistura até derreter), o camarão e a manteiga. Mexe de novo e tá pronto. Tem que servir quente, na hora, tá?

Decorei com alecrim pra deixar charmoso pra foto. ;*

Instagram, Recife e comida

Vocês já conhecem o Recife de Bolso, people? É o guia colaborativo (feito para Instagram) mais legal, em linha reta, da Região Metropolitana do Recife! Claro, recifense tem mania de grandeza e é bairrista, nada mais natural do que criar uma rede social para lamber as próprias qualidades, né? Que são AS MELHORES e MUITAS! hahaha Nele você encontra e compartilha {é só marcar #recifedebolso nas postagens do Insta} fotos lindonas de tudo que seja a cara dessa cidade tão amada: praia, parques, monumentos, comida, etc. O projeto é uma fofura e as imagens são incríveis. Todas passam pela curadoria de Luciano Alpes (Marco Zero) e Sthefany Passos (A Fotografia Viajante), criadores do babado. Como a galera é chegada – Recife é um ovo, aqui são só dois graus de seperação entre as pessoas – o Não Sei Cozinhar virou parceiro e ficou responsável pela tag #comidaderua, além de pegar as melhores dicas gastronômicas de lá e ir colocando aqui. Eis as primeiras!

Recife de Bolso

1.Batata frita do Treze de Maio: Minha primeira e, até o momento, única contribuição para o #comidaderua do Recife de Bolso (tô fuleira demais) foi a querida batata frita do Parque Treze de Maio. Entupa suas veias por um real e seja feliz. Só alegria. (por @MilennaGomes)@MilennaGomes

2. Villa do Açaí: Dani deixou a dica do Villa do Açaí, na Domingos Ferreira, pra quem vai sair com os amigos à noite. Ambiente legal, varias opções de lanches e sucos e o açaí ainda é delicioso e bem cremosinho. (por @danilins_) {queria taaaaaanto gostar de açaí. acho lindo!}Foto: Milenna Gomes

3. Panelinha de brigadeiro do Nez:  Sthefany indicou essa panelinha no Nez Bistro do Pina para quem estiver pelas bandas da Zona Sul. Tem Nez na Zona Norte também, só não sei se é o mesmo cardápio. (por @sthefanypassos) {isso por cima é paçoca, gente? se for…♥}nez

4. Torta mil folha do Abuela Goye: É de doce de leite e Amanda disse que era a mais gostosa do mundo. Eu não dúvido. Lá no Rio Mar. (por @amandaxefa) {tô morta de vontade de ir no Abuela por causa das 5874368 fotos de lá que vi no Insta. deve ser uma loucura}
abuela

5. Comendo Escondidinho: Priscila sugere a Taba da Savação de entrada, o Pirão de Coalho na Cumbuca como principal e o Triângulo Amoroso de sobremesa lá Comendo Escondidinho. Fica na Rua Conselheiro Peretti, 106, Casa Amarela. (por @priscilams) {infelizmente minha única experiência nesse restaurante fófis foi péssima. a comida demorou duas horas e meia pra chegar por problemas internos. quando chegou tava realmente DELÍCIA, só que a felicidade já tinha ido embora, né? mas o chef foi tão humilde e gente boa ao pedir desculpas que eu não vejo a hora de ir lá mais uma vez tirar essa impressão}
Comendo escondidinho

Colabora também!

final

Mais um 6 de abril

Tô desaparecida, né? Quem me tem no Insta (segue eu @MilennaGomes) sabe que terça passada eu arranquei um siso, aquele dente que dizem ser do juízo. Foi sangue até umas horas e eu precisei ficar de molho uns quatro dias à base dos cuidados de mainha. Sem trabalho, nem computador. Permaneci quietinha, matei toda saudade dos almoços dela, que faz a melhor galinha guisada do mundo, e cheguei ao sábado bela e revigorada para completar meus 23 aninhos. Alcancei a idade nova com uns pontos na gengiva e sem um dente, mas toda trabalhada na alegria e expectativa pelo que vem por aí. Dois mil e treze não começou no Reveillon, muito menos depois do Carnaval. Meu ano só tem início quando o 6 de abril chega e eu renovo as energias e esperanças para mais uma primavera abraçando amigos, recebendo beijos de amor e celebrando a vida com quem vibra e torce por mim. Aniversários não são incríveis? Sempre choro litros (escondida, claro) porque o tempo é muito rápido. Dia desses minha maior preocupação era não perder o capítulo novo de The O.C. Mas é tão lindo crescer, né? E se orgulhar do que você se tornou. Estou feliz com o que sou agora e espero sempre ficar no caminho certo, do lado de quem me quer bem. Que Deus continue comigo, segurando minha mão. Amém!

Chega de blá blá blá e vamos ao bolo. ;DFoto: Milenna Gomes

Me perdoem pelas fotos. Nem me lembro da última vez que meu aniversário caiu num sábado, por isso agarrei a oportunidade pra me jogar na naitchi e nem passou pela minha cabeça levar câmeraDepois de almoçar com a família lá em Natália, juntei os amigues numa festinha que só toca coisa feliz (Caetano, Alceu, É o Tchan, Beto Barbosa), a Odara. Aí encomendei essa coisa linda de bolo com Sandra Da Mata. Dei todas as coordenadas e ela fez exatamente como eu queria (pequenininho, de chocolate, decorado com pasta americana e glacê real). Num ficou uma belezura? Os cupcakes de Sandra também são MARA. Vale conferir. Aí a amiga prendada Rafaella Magna  (Brigadeli) fez os brigadeiros gourmet. Foram cem unidades entre limão-siciliano, avelã, tradicional e paçoca. Não sobrou nem as forminhas pra contar a história. hahah Deliciosos. Ficam os contatos pra quem tiver interessado.

Foto: Rafaella MagnaRafaella Magna2eu

Beijo #tôvelhamastôcolorida

Um viva ao Arrumadinho dos Mortos


Ah, o querido Arrumadinho dos Mortos! Ou do IML, como é conhecido por alguns. Alguém sabe o nome verdadeiro desse lugar, gente? Mas quem se importa, né?! Localizado na mesma rua do Instituto de Medicina Legal e a alguns passos do Cemitério de Santo Amaro, nesse cantinho tão convidativo você tem a chance de almoçar na calçada, ao ar livre, enquanto observa os pássaros e os carros das funerárias passando. Mais bizarro do que isso só arrumadinho de camarão e de frango. E (olha!) lá também tem. hahaha É estranho, mas é querido. E as carnes, até onde eu sei, não têm nada de Sweeney Todd como a alcunha dá a entender. Aliás, a comida é bem gostosa {até a preparação com frango, para a qual eu torço um pouco o nariz}. A especialidade da casa é o arrumadinho e o prato alimenta bem três pessoas. Dá para escolher um sabor só (fora esses dois que já falei, tem os tradicionais carne de sol e charque, além de linguiça matuta, bacalhau e creio que alguns outros) ou pedir um misto com três carnes. À parte vem o vinagrete de guerra, a cervejinha é opcional. O pedido mais caro, o de camarão, custa uns R$36. É a festa da moçada trabalhadora de Santo Amaro nas sextas-feiras e em dia de pagamento. Conheço uns jornalistas que se acabam nesse arrumadinho! Agora que sou moradora desse ilustríssimo bairro (ô lugar lindo, ô lugar perto de tudo!), tenho o bar como vizinho e acho isso uma alegria. Simbora?

Comendo por estação

Vi uma tabelinha com alimentos de cada estação no blog dessa moça aqui e resolvi fazer uma versão brasileira Herbert Richers para nós. Como eu sou a última das moicanas a saber a melhor época das coisas, consultei a apostila do Sesi Cozinha Brasil que tem aqui em casa. No final existe uma lista enoooorme e eu peguei os principais. Agora que eu tô querendo aprender a comer fruta (é, eu não como), vai ser uma mão na roda. Espero que ajude vocês também. ;)
Arte: Milenna Gomes/Não Sei Cozinhar | Comendo por estação

Todos os motivos para amar o Bar do Cabo

É numa ruela de Brasília Teimosa que fica o Bar do Cabo: lugar com alma, comida honesta e Natália, dona do restaurante e de uma simplicidade apaixonante. Sempre li por aí o termo “honesta” se referindo a alimentos e isso me deixava intrigada. Como é que se pode dar a preparações culinárias uma qualidade humana, né? Com o tempo eu fui aprendendo que cozinha tem dessas coisas: no final das contas, um prato não é só a junção (com técnica ou não) de um monte de ingredientes, ele é a extensão de quem o faz e isso pode torná-lo pretensioso, ousado, complexo, afetado. A gastronomia do Bar do Cabo (aliás, o Bar do Cabo inteiro) é honesta e acho que pra entender intensamente só provando do que sai daquelas panelas. A começar pelo caldinho de peixe, um carinho oferecido gratuitamente pela casa e que me leva direto aos meus domingos em família na praia de Boa Viagem, quando tubarão não era preocupação e toda criança era feliz com sua boia de pneu {viajar no tempo com uma colherada: comida tem dessas coisas também}. Você toma quantos quiser e se sente em casa.


MIMO Caldinho de peixe é presente da casa

CAMARÃO NA CERVEJA Perfeito para dividir com umas mil pessoas

Acima da porta que dá na cozinha e observando todo o espaço está a foto do ex-soldado do exército e antigo dono do Bar do Cabo. Ele, já falecido, deixou o local para os filhos e hoje é Natália quem administra – muito bem – tudo.  O reconhecimento em prêmios e matérias de jornais expostos nas paredes amarelas é a confirmação. Foi eleito melhor bar de praia várias vezes e é por isso que não tem carne no cardápio. O que o lugar faz bem mesmo são frutos do mar. Todas as manhãs, Natália compra dos pescadores do bairro os insumos para o dia. Ela me garantiu que faz questão de crustáceos, polvos, peixes fresquinhos. Tanto que o Arroz de Lagosta (R$60 meio) só sai por encomenda. Quem tiver com vontade, dá uma ligadinha antes para marcar a data da degustação que ela manda pescar. “Lagosta de congelador fica sem sabor nenhum”. Vai duvidar? Aos imediatistas, o Camarão na Cerveja (R$30)! Loucura, loucura, loucura. Acompanha cebola empanada à perfeição e um molhinho. Crianças que adoram uma loira gelada, não há nada mais incrível para se petiscar ao bebericar uma cerva. E, vou te contar fio, eu nunca comi camarões tão grandes. Gigantes na última ida com meu pai, há alguns domingos. Você sai bem satisfeito se ficar só no caldinho e no camarão, mas quem gosta da prática mastigativa feito eu {painho diz que adora me ver comer porque eu como com vontade hahaha} vai encarar brincando o Arroz de Polvo (R$60 meio prato), suficiente para três pessoas. O melhor que já provei. Sei lá, posso até ter experimentado algum mais saboroso. Mas desde as toalhas de mesa com tema de fundo do mar, passando pelos presentes dos clientes do mundo todo dispostos na estante para quem quiser ver, à cortina de conchinhas que separa salão da cozinha, o Bar do cabo me conquistou. E vai ser difícil algum outro lugar desbancar ele do TOP 1 do meu coração (mesmo não vendendo suco, nem aceitando cartão).


BIG Camarões premiados e “encervejados”
ARROZ DE POLVO #oprópriopolvoaprovaria

Serviço
End.: Rua Nanuque, 37. Brasília Teimosa
(Vindo de Boa Viagem, passa pelo JCPM e entra a primeira à direita. Segue como de estivesse indo para o Biruta – que fica do lado direito. Aí você pega a esquerda e já pode estacionar. Tem que ir a pé. Entra na primeira à direita nessa rua e primeira à direita de novo. Ou pergunta que dá mais futuro)
Tel.:8873.0451

Como não fazer um delicioso cookie de cheesecake e biscoito negresco

Milenna Gomes:Não Sei Cozinhar

Tô escrevendo com toda a amargura e a frustração que me tomaram ao fim dessa receita. Geralmente eu levo numa boa as c@$%das que eu faço na cozinha. Nessa vez eu quase choro. hahah Fiquei tão triste que Felipe até tirou de dentro do lixo um cookie da primeira fornada só pra me consolar. Achei lindo, mas avisei logo que ele não vai ficar comendo comida (mesmo embalada em papel alumínio) do lixo na frente dos nossos filhos. Néé? Ai, minha gente. Me dediquei tanto a esse biscoito. Babei na receita por semanas, tracei objetivos (eu posso, eu quero, eu consigo), comprei os ingredientes (até manteiga SEM SAL, que eu acho uma frescura) e botei a mão na massa. Mas o infeliz não ficou nem da COR que deveria ficar {veja original aqui – Oreo cheesecake cookies}. Okay, é possível que minha tradução livre das medidas do blog gringo tenha ficado meio marromenos (Oreo num é mesma coisa de Negresco?). E que o chocolate, repassado pela minha mãe e com gosto daqueles guarda-chuva que vinham em sacolinha de festa de pirraia, também não tenha ajudado. A essência de baunilha vencida (só vi depois) pode ter interferido no sabor, reconheço.  E tem, ainda, meu forno, que assa mais de um lado que do outro. Fora que o passo a passo diz pra gente usar uma colher medidora de cookie. Oi? Eu vou deixar a receita pra ver se você se sai melhor do que eu. Este é mais um oferecimento de Milenna, cozinha autoral.

Cookie de cheesecake e biscoito Negresco (adaptação do Oreo cheesecake cookies)

1/2 xícara de manteiga sem sal (em temperatura ambiente)
90g de cream cheese (em temperatura ambiente)
1 xícara de açúcar
1 colher de essência de baunilha
1 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de chocolate em gotas (ou picado)
1 xícara de biscoito Negresco picado (um pacote com 10)

Modo de fazer

Na batedeira, bata a manteiga e o cream cheese até se misturarem. Depois joga o açúcar e a essência de baunilha. Gentilmente vai colocando a farinha. Coloca o chocolate e mexe com uma espátula.  Com a tal da colher de cookies (se você tiver, eu usei duas colheres normais) faz bolinhas com a massa (a minha não ficou nada consistente) e empana com o negresco picado. Faz a bola pequena porque o babado achata e se espalha e gruda nos outros cookies e fica uma porcaria (taí a explicação da primeira fornada no lixo). Coloca numa assadeira de silicone ou numa normal forrada com papel manteiga (só tinha alumínio em casa) e deixa assar no forno pré-aquecido a 180 graus de 15 a 20min.

*O meu ficou uns 30min porque tava mole (acho que exagerei no cream cheese porque 90g é muito pouco, cream cheese nunca é demais ALOKA).

Meu cookie ficou com gosto de manteiga e chocolate de guarda-chuvinha, mas a foto ficou linda, ó…Faz na fé que eu tenho CERTEZA que o teu fica melhor que o meu.

Foto: Milenna Gomes/Não Sei Cozinhar

Chá das sete

Era pra ser das 17h, mas os convidados só chegaram às 19h. Enquanto os aguardava, separei os sachês de chá que tinham no  armário, coloquei o brownie no forno, desembalei minhas xícaras coloridas, raspei lascas de doce de leite sertanejo para decorar o pires, arrumei uma mesinha com lugar para quatro na varanda – mesmo sabendo que só seríamos três -, olhei minhas plantas, admirei Olinda de longe e Santo Amaro de perto, ouvi três vezes os lados A e B de “Minha Voz” porque Gal é sempre uma boa companhia para fins de tarde solitários, deixei o brownie queimar, fiz ganache para despistar, senti saudade de Felipe (mas isso foi o tempo todo), tive a certeza que as visitas não viriam e me surpreendi quando o interfone tocou e era o porteiro anunciando: “Dona Marcela e seu Rodolfo estão aqui”. Já eram 19h e o dia passou que eu nem vi, assim como os dois, que demoraram só uma horinha bem proveitosa. Mas, quer saber?, pra mim, receber pessoas queridas é como viajar: a dedicação ao percurso é o que faz o destino ser tão prazeroso.

Milenna Gomes estava com muito sono quando fez esse post.