Sanduicheria Quiznos no Recife a todo vapor

Foto: Felipe Peres Calheiros/Não Sei CozinharFoto: Felipe Peres Calheiros/Não Sei Cozinhar

Se você avistou um chamativo “Q” vermelho e verde do lado esquerdo da via enquanto passava pela Conselheiro Aguiar – já na altura do Pina -, mas ainda não teve coragem de parar para explorar a novidade, eis aqui o incentivo: é de comer. O “Q” é de Quiznos, rede de sanduicheria americana que acabou de aportar aqui na terrinha. Tirando o espaço do lugar (achei um tanto apertadinho), todo o mais me deixou feliz, gente. A comida é boa para um fast-food, os pratos são bem servidos, não te deixam pesado (com aquela sensação de que vai sair rolando) e o preço é excelente. Os sanduíches variam entre 14cm, 21cm e 28cm e o menor, camarada, já é suficiente pra aplacar a fome de um ser tipo eu, com um oco no bucho. Confiem. O médio pode ser dividido facim, facim por três pessoas e o grande é tão grande que sai, normalmente, no prato de festa: partidinho em vários pedaços pra galera ir se servindo. O mais caro no maior tamanho (com carne premium) é R$21,45. O mais barato (o + Q barato | bom nome, né? haha) sai por R$10,90. Num é massa? Diferente da já conhecida Subway (onde você monta seu sanduíche), a Quiznos tem as opções de recheio montadas (sempre com muitas folhas, molhos interessantes e alguma proteína). Fica mais rápido de fazer o pedido e você não corre o risco do pão sair uma gororoba de tanta coisa misturada, né? hahah #quemnunca No cardápio ainda tem o flatbread, de pão sírio. Ótimo pros que não tão afim de encarar uma massa mais substanciosa. O mesmo vale para as saladas. PAUSA PARA O COOKIE: chega quentinho, macio e com as gotas de cholate ainda derretendo. Imperdível. O lugar vale muito a visita. De quinta a sábado só fecha às 5h (alô, alô baladeiros!) e tá rolando uma promoção para os sempre lisos estudantes: quem aparecer com a farda da escola ou apresentar a carteirinha estudantil ganha 15% de desconto nos produtos de lá. :)

Foto: Felipe Peres Calheiros/Não Sei Cozinhar
SALADINHAS Bem fartas! A pequena já dá um caldoFoto: Felipe Peses Calheiros/Não Sei Cozinhar
FLATBREAD Extra macio e com recheio que vai do pepperoni ao rosbifeFoto: Felipe Peres Calheiros/Não Sei Cozinhar
PEQUENO Esse é o sanduíche pequeno. Já viu, né?Foto: Felipe Peses Calheiros/Não Sei Cozinhar
PRATO FESTA É só jogar pra galera e ser felizFoto: Felipe Peres Calheiros/Não Sei Cozinhar
UM MUST! Voltarei nem que seja pra comer esse cookie de novo

Serviço
End.: Av. Conselheiro Aguiar, 312, Pina – Recife/PE
Tel.: (81) 3204.5688

Papillote de bacalhau

Tô precisando levar comida para o trabalho porque não tem bolso que aguente almoçar em restaurante todo dia, né? Aí tenho recorrido a ela (não, não é à minha mãe): a velha e boa – no meu caso, nem sempre – marmita. Porque quentinha é vida, quentinha é amor, quentinha é sinônimo de dinheiro sobrando pra comer de sobremesa a torta de morango do celve-selvice da esquina. Preciso de alguma felicidade depois de tanto sofrimento alimentar, #pelamor. Comer da minha comida todo dia tem sido um estímulo e tanto ao regime. Na segunda e na terça até saem uns pratinhos bonitinhos, mas da quarta em diante é o que tiver na geladeira. Já cheguei a levar feijão verde, carne e, por preguiça de cozinhar o arroz, inhame. #quemnunca? Além da disposição, falta tempo também, né galhere? Por isso venho por meio desta ensinar uma receitinha boa, bonita e saudável. HAHAHA Me achando a blogueira de culinária! Mas, é sério. O babado fica bom e ainda tem nome bonito. O conceito é basicamente este: pega papel manteiga ou alumínio, bem no meio coloca uma posta de qualquer peixe da sua preferência, joga os temperos por cima (o que tiver, mas com bom senso), embala e põe no forno pra assar numa assadeira. O vapor de dentro do pacotinho é o que cozinha o peixe. Tem erro não. Até se você deixar passar do ponto rola a desculpa de os sabores ficarem mais concentrados. Aconteceu comigo. kkk  Meu papillote foi de bacalhau com cebola roxa, alho, manjericão, alecrim, suco de meio limão, azeite e nozes picadas pra pagar de phyna {sobraram da cesta de Natal e eu tô procurando uso}. Pode fazer que eu garanto. É fácil, rápido e não suja panela.

Picolé Show

O sorvete sempre foi coadjuvante nas minhas idas a sorveterias self-service (dessas com sorvete mais comum). Coloco uma ou duas bolas (o sabor é, invariavelmente, pavê) só por causa do geladinho, mesmo. A graça desses lugares pra  mim são as coloridas e calóricas coberturas – ou toppings, que é como o pessoal chama agora. Coloco litros de calda de morango, chocolate zerado, marshmallow derretido, licor, quilos de castanha, gotas de chocolate e biscoitos de canudo. No final eu procuro, procuro, procuro e não acho o sorvete ali no meio. hahaha Aí, para minha alegria, eu conheci a Picolé Show quando fiz matéria (essa) com Savas e Sandra, donos da fábrica pernambucana de picolés Della Fruta. Eles avaliaram o seguintche: não seria massa fazer com o picolé tudo isso que se faz no sorvete? COMO NINGUÉM TINHA PENSADO NISSO ANTES, GENTE?! É genial! A proposta da loja é a mesma das sorveterias. Você primeiro escolhe o sabor do que vai no palito (também na opção zero açúcar), depois a cobertura (a minha foi de chocolate ao leite), em seguida os demais enfeites (me joguei na castanha). Cada topping custa uma valor diferente e vai encarecendo o seu doce. A personalização do meu, se não me engano, saiu por quase R$ 6. Felipe achou caro, eu achei justo {pois estava uma djilícia}. O quiosque fica no segundo piso do xopis Recife, mas essas fotos foram feitas lá no Tacaruna. Demorei tanto pra escrever esse post que o negócio mudou de lugar. kkkk  Antes tarde do que nunca. ;)

Hoje vai ter uma festa + SORTEIO

Foto via

Neste glorioso 17 de fevereiro o blog completa 2 anos de não saber cozinhar junto com você! Não é uma alegria? Tirando a parte da incapacidade gastronômica, claro. Mas meu destrambelhamento na cozinha, esse que já me levou a matar a fome com biscoito Treloso + água tantas vezes, me deu a chance de ter esta página tão amada, conhecer um mói de gente e explorar novos sabores (inclusive os das minhas preparações um tanto suspeitas). Gostaria de agradecer aos meus leitores fiéis e também aos nem tanto pela companhia e comentários críticos ou elogiosos. Além de mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai, pro meu irmão {as primeiras cobaias involuntárias de meus experimentos culinários}, pros meus amigos {incentivadores, curtidores e compartilhadores do NSC}, pro namorado lindo {que topa tudo comigo e ainda tira umas fotos ma-la-vi-lhóóó-sas} e especialmente para o amigo Luciano Alpes, que fez este  blog  e a quem eu devo, até hoje, um bolo de chocolate como pagamento. Lu, não perde a esperança!

Como nesse tempo eu não aprendi a cozinhar e nem – muito menos – te ajudei nessa missão, me redimo com um presentinho de aniversário. Bora ganhar um kit Não Sei Cozinhar?! UHUUUL
- um livro Ninguém Quer Comer Meu Ovo (com dicas básicas para você que erra até esquentando a água do miojo)
- um livro Eu Odeio Cozinhar (porque a melhor forma de começar a superar um problema é assumindo que ele existe)
- um lindíssimo avental empapagaiadamente unissex {pensei em vocês, boyzinhos} + uma cuca de chefe combinante (pra você usar quando tiver testando as receitas dos livros aí de cima)
- um voucher na querida Pizzaria Atlântico equivalente a duas esplendorosas pizzas Não Sei Cozinhar (pra você levar a galera quando as receitas dos livros aí de cima derem errado). Conheça esta maravilha AQUI

ACHOU MASSA E QUER GANHAR? Então, no Facebook você:

- curte a página do Não Sei Cozinhar
- compartilha em modo público a publicação da promoção (essa AQUI)
- depois vai lá na aba Promoções da fan page e clica em Quero Participar

O sorteio vai ser realizado na sexta-feira (22) e só é válido para quem mora na Região Metropolitana do Recife (ou possa buscar o prêmio e usar o voucher na Atlântico, belê?). Beijos e boa sorte!

Gororoba do bem

Quem nunca matou a fome com um bom prato a la samba do crioulo doido que atire a primeira faca. Conheço gente que adora ovo com ketchup e derrete queijo de coalho para colocar na sopa de feijão. Eu acho seboso, mas não julgo porque minha diversão em festa de pirraia é grudar o brigadeiro no salgadinho de queijo e colocar na boca de uma vez. Fora que eu vi esse sanduíche pela web e fiquei salivando – isso pode fazer com que você desconfie do meu bom senso para harmonização de sabores. hahah Pão + queijo brie + chocolate + morango. Tudo junto no tostex. Quem encara?

Via

Um pão com queijo mais feliz


Tenta: pão + queijo mussarela + manjericão + requeijão + chapa. A erva é uma besteirinha, mas faz uma diferença, colhega! Eu adoro pão com queijo nas suas mais variadas formas. Francês com “do reino”. De forma com mussarela. Integral com ricota. Bisnaguinha com coalho. Qualquer um na chapa, ou não. Todos com requeijão {ô negócio bom}. Essa casadinha é item básico na minha alimentação diária e, para mim, não precisa de nada, além de uma manteiguinha, para ser uma das criações mais completas já feitas pelo o homem. Então, eu tento não mudar muito. Mas é que aqui em casa tá sobrando manjericão porque eu e Felipe criamos um monstro, um Manjerizilla. Ele chegou quietinho, junto com o pezinho de pimenta, aí tomou água, banho de sol, cresceu e SUGOU AS ENERGIAS DA NOSSA PIMENTA IMPIEDOSAMENTE ATÉ ELA SECAR. Hoje, ele tá maior que o nosso pinheirinho e se continuar nesse ritmo é ele quem vai ganhar decoração de Natal no fim do ano. Gozando de tanta saúde, a próxima vítima deve ser o alecrim, que já não está mais a uma distância segura. Enfim, sobrando ou não por aí, faz em casa que fica joinha. :D

Tava quentinho e cheirando bem, por isso faltou concentração para tirar uma foto melhor

A MUTAÇÃO DO MANJERICÃO ASSASSINO


Reparem que aqui a pobre da pimentinha já tinha falecido e o alecrim tá com uma super cara de assustado sentindo que é o próximo

Notícias de gastrô #2

Pra se empanturrar de Milk Shake
Olha que beleza! Até o dia 23 de fevereiro acontece o Festival do Milk Shake no The Fifties Traditional Burger, lá no Rio Mar. Além da bebida tradicional, o pessoal tá servindo umas versões mutcho interessantes  do babado, tipo capuccino, chocolate branco, paçoca {♥}, floresta negra e etc. Deve tá uma loucura, né? Tão custando R$15,90 o copo de 350 ml e R$ 20,50 o de 700 ml. Informações: (81) 33270358

Sem leite
A novidade desse verão na querida Italian Freddo são os sorvetes sem adição de leite. Como eles só levam o suco da fruta durante a produção, o resultado é um gelado levinho, levinho, mas sempre cremoso. Quem tem intolerância à lactose vai poder se jogar. Kiwi, manga e graviola são os sabores disponíveis {e ainda tem o “black chocolate” para os que não largam o chocolate jamais}. Informações: (81) 3023-2153

Bolo de rolo, só que não
A gente conhece o bolo de rolo tanto pelo sabor quanto pelo formato, né? Lá na Sabor de Beijo – tem nos Aflitos, no Derby, em Boa Viagem e no xops Boa Vista – o doce é vendido de outro jeito: fora os já conhecidos rolinhos, tem em quadrados grandes e pequenos {achei um amor para dar de presente} e até em torta (feita com cream cheese). Informações: (81) 3302-5988

Caipi pra todos os gostos
Quando o assunto é fazer caipifruta criativa o Cipó Nativo, em Boa Viagem, fica em primeiro lugar no pódio sem concorrência. Por isso – e pra deixar as mina bêba, né? (porque eu não conheço um homem que goste dessa bebida) – o restaurante deu início a mais um festival no qual o drink é a vedete. Cajarana {?}, maçã-verde, jambo, carambola, seriguela estão no cardápio.  Nessa edição, as caipifrutas ganharam a cor de bloquinhos bem queridos do nosso Carnaval. Informações: (81) 3328-3999

Light
A chef Carla Chakrian, do restaurante Ça Va, no Pina, fugiu um pouco do cardápio normal do lugar e criou um menu especial todo cheio de graça pra quem não quer engordar, mas não dispensa uma comida gostosa. Têm saladas exclusivas, preparações com massa integral, entradas, pratos principais, sobremesas (algumas sem glúten) e até uma bebidinhas de frutas light. Tudo bem inocente. Informações: (81) 3034-0008

Feliz 2013!

Olá, querido leitor. Seja bem-vindo ao primeiro post do ano deste blog. Okay, é quase fevereiro e o meu “feliz 2013!” pode parecer um tantinho atrasado para vocês. Mas, não sei aí, aqui em Recife é de conhecimento e aceitação quase geral que o ano só começa quando o Carnaval acaba. Sendo assim, estou 18 dias adiantada para dar minhas felicitações. :) Só queria gradecer pela companhia em 2012. Vocês são massa!

Para resumo da obra, ano passado eu:
- Acabei a faculdade de jornalismo depois de quatro anos e meio de muita alegria, aprendizado e pessoas queridas ao meu redor. Amigos foram para longe, outros ficaram mais perto.
- Mudei de emprego. De repórter passei para assessora. Mesmo assim, ainda não sei o que eu quero dessa vida. Aceito sugestões (nada que envolva cálculos, tá certo?). Tenho seis meses de formada, mas ainda tô na depressão pós-curso. Fé que uma hora passa.
- Organizei tudo eu mesma e viajei sozinha pela primeira vez.
- Saí de casa e da vista atenciosa dos meus pais, que por 22 anos cuidaram de mim mais do que da própria vida {a gente nunca vai conseguir agradecer o suficiente a pai e mãe, né?}. Ainda recorro a eles em momentos de crise, como quando não sabia com o que temperar o feijão ou tinha reprovado na prova do Detran e precisava de aulas extras com alguém que me amasse.
- Enrolei um ano, mas tirei a carteira de motorista. Acho dirigir ainda mais difícil que cozinhar. Poderia até fazer um blog.
- Dividi apartamento com outras meninas da minha idade (lembram?) e, há alguns meses, eu e Felipe juntamos os talheres. Um viva ao amor!
- Não aprendi a cozinhar, de fato, mas melhorei bastante.

Resolvi fazer esse post para deixar vocês a par da minha vida e reunir cinco das publicações que eu mais gostei de colocar aqui no ano passado. No balanço anual – vejam, foram 366 dias -, eu contei 28 textos no bloguinho dos quais dois não eram sobre comida e outros dois foram de correspondentes internacionais. Sobram 24 criados por mim, ou seja, uma média de dois por mês. SHAME ON YOU, blogueira! Hahah Eu podia até tentar me justificar dizendo que 2012 teve mais dias porque foi bissexto, mas ia ficar feio pra mim, nhééé? Então, me despeço com a listinha dos favoritos e das histórias que gostei muito de contar + a humilde promessa de muitas novidades para 2013, e isso inclui escrever como se não houvesse amanhã. Me cobrem. O NSC agradece.

Posts 2012 – Os que mais gosti de fazer (sem ordem de preferência)

1) Sendo fofa na cozinha (gastando bem pouquinho)Achadinhos de cozinha: visita ao centrão para encontrar coisas ótimas e baractchenhas.

2) A terra da acerolaIda à Acerolândia, lugarzinho lindo da minha infância.

3) No meio do quilombo havia uma rosaConheci um quilombo e alguém que me deu doce de leite e passou café pra mim.

4) Pra comer até morrer: Café ColonialSendo feliz e triste ao mesmo tempo pelas terras do Sul.

5) O dia em que eu conheci o OutbackMatando a vontade de uma vida inteira.

Pizza Não Sei Cozinhar: a boa de hoje pra curtir o fim do mundo

Chegou a sexta-feira e com ela mais um apocalipse. Já que estamos todos condenados mesmo, nada mais justo do que uma última boa refeição, daquelas para se lembrar até no além. Aí vai a minha dica: corre lá no Restaurante e Pizzaria Atlântico ou liga no 2101-1111 e pede a suculenta, maravilhosa, esplendorosa, deliciosa Pizza Não Sei Cozinhar. É, é! Enquanto mastiga, você nem vai perceber os meteoros, as ondas gigantes, os zumbis e os Ovnis se aproximando. Minha gente, tá babado demais. Demorou, mas a redonda com o nome do bloguinho já está oficialmente no cardápio de lá. UHUUL Cês lembram que eu ganhei o concurso Blog no Forno, né? Contrariando todas as leis da física e a minha natureza culinária basicamente primitiva,  eu criei um novo sabor para a massa e ele acabou sendo o mais votado pelo público. É claro que essa galera era majoritariamente formada por amigos e família, mas minha pizza ficou boa mesmo! Ela leva cebola e carne de sol passadas na manteiga de garrafa, mussarela, tomate seco e tomilho. Na receita original, eu acrescentei queijo Prima Donna, mas como o quilo dele ta custando uns R$100 o chef Eron (da Atlântico) achou mais prudente para os bolsos de todos nós substituir pelo gruyèr. Acertou em cheio.

Vai lá provar antes dos instantes finais da existência humana na terra. Não esquece de escolher a massa fininha. E pra vocês terem muito mais confiança no pedido, aí vai uma informação importante: a Não Sei Cozinhar é a pizza Premium MAIS VENDIDA de todas as unidades da Atlântico. HAHAAAAAY!!!

A- HA-ZEY  :*

PLUS

Aproveita a ida e prova a sobremesa nova de lá: mousse (?) – não tenho certeza- de Twix, com bisCÔÔÔIto, chocoLAAATxi e caraMIEEELO. Da boa. :)

Saborosa CUBA – Uma dívida de Luana Monteiro antes que o mundo acabe

por Luana Pimentel Monteiro

Estou, há precisos sete meses, em débito com a autora deste blog. Além de ser uma das minhas melhores amigas, Milenna Gomes é uma das pessoas mais especiais que conheci na vida. Antes que o dia 21 de dezembro chegue, resolvi cumprir a minha promessa (Amém, senhor!). Em maio de 2012, meu paizinho, José Elpídio A. Monteiro, completou 66 anos de vida. Para comemorar, resolvemos fazer uma viagem com ele e seus cinco filhos. Namorados, maridos, netos e até a mulher dele (minha mãe) foram excluídos do processo. A ideia era que ele aproveitasse o momento com os filhos – e só os filhos. Sinceramente, para mim, foi a melhor decisão. Tive a chance de me aproximar dos meus irmãos, de conviver com eles por oito dias maravilhosos em um paraíso chamado Cuba. O destino – sugerido por mim – foi a realização de um sonho – desses que se deseja cumprir antes de ‘partir desta para melhor’. Eis a minha promessa de transformar os sabores de Cuba em um post. Antes de ir a Cuba, ao conversar com pessoas que já tinham viajado ao país, alguns dos comentários que ouvi em relação à gastronomia: “A comida é horrível”, “Só tem galinha – e com moscas sobrevoando”. Imaginem a cena. Eu que – assim como Milenna – adoro comer, fiquei horrorizada, mas, ao mesmo tempo feliz. Imaginei o lado positivo da situação. Pelo menos, voltaria mais magra, né?  Ledo engano. (Conselho a essas pessoas: voltem lá um dia).

Tenho uma justificativa para a mudança do quadro. Hoje em dia, os apaixonados por cozinha, têm o incentivo do governo cubano para abrir restaurantes – chamados de “Paladar”. Pelo que me disseram, o governo ajuda a montar a estrutura e, em troca, pagam uma espécie de taxa. Suponho que, na época em que essas pessoas foram a Cuba, essa política ainda não tinha sido implementada. Antes, os restaurantes eram todos do governo. A mudança foi uma decisão para incentivar o turismo no país – que hoje se tornou o principal motor da economia de lá. No primeiro dia, passeamos em Havana Velha, a parte histórica da cidade. Uma coisa linda – principalmente à noite. Casarões do século XVII, da época colonial, fazem você se sentir em outro tempo. O bairro tem muitos museus, igrejas, feiras, bares e restaurantes. Caminhando por essas ruelas, encontramos um vendedor de frutas da região que nos ofereceu um tal de Mamey, uma espécie de sapoti. Por dentro ele é laranja, mas o sabor é idêntico ao do sapoti.

No almoço, comemos no paladar “La Cocina de Lilliam”, um cantinho cheio de plantas, com música ao vivo, charmosíssimo. Comi um risoto de frutos do mar que estava di-vi-no. Meu pai e o nosso guia turístico comeram uma carne de porco, acompanhado de arroz congris – um dos pratos típicos da região. O arroz é cozido no molho do feijão, com alho e cebola. Tem um sabor forte, mas como sou apaixonada por alho, achei maravilhoso. De sobremesa, pedimos um sorvete de chocolate e uma torta “três leites”, que tinha uma textura semelhante a do pão de ló. Uma dica: lá em Cuba, não tive sorte com chocolates. Todos os que comi eram sem sabor, parecia gordura hidrogenada pura. Tipo aqueles ovinhos de Páscoa que o chocolate tem um sabor ruim. Por fim, a conta da nossa mesa chegou de um jeito especial: em uma latinha de chá – dessas bem antigas. Uma graça!

O paladar “Vista al mar” foi o restaurante do segundo dia. De entrada, pedimos um ceviche maravilhoso de camarão e batata frita (de batata doce). Como prato principal, os que se destacaram: pato com molho de mostarda e gergelim, carne de porco com legumes no espeto e farofa de banana com bacon. Para deixar o almoço ainda mais agradável, o restaurante tinha vista para o mar – como diz o próprio nome. Imaginem comer todas essas delícias olhando para o mar azul do Caribe? Coisa de outro mundo! Ah, e o serviço também é maravilhoso! O povo cubano é uma simpatia. E, geralmente, eles adoram os brasileiros.

Se eu contar de todos os lugares que comemos em Cuba, este post vai virar um livro.

{milenna} Não pude deixar de concordar com essa frase da minha querida amiga, por isso resolvi encerrar o texto dela aqui. hahah Acho que pra compensar os quase nove meses de gestação deste post, ela inventou de me mandar nada menos que dez parágrafos de história em Cuba!  Todas muitos boas, mas não caberiam aqui. Vamos torcer para que o mundo não acabe e eu consiga postar o finalzinho depois, né? Creuzinha, muito brigada pela contribuição internacional. Não Sei Cozinhar te ama. ∫